quarta-feira, 28 de maio de 2014

HPV - Fiquem de olho nesse vírus

Também conhecido como o vírus do papiloma humano, os HPV são vírus que atacam os tecidos de mucosas e pele das pessoas. Existem mais de 100 tipos de HPV, deste total 40 infectam os órgãos sexuais.
Representação da capa proteica que envolve o vírus do papiloma humano (HPV)
Geralmente a infecção pelo HPV é transitória. Acontece uma infecção que depois regride espontaneamente. A maioria das infecções por HPV é assintomática ou inaparente e de caráter transitório, ou seja, regride espontaneamente. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas. Quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não está presente, mas apenas que não está produzindo doença.
Nos casos em que a infecção é persistente, a pessoa possivelmente se contaminou com um vírus potencialmente oncogênico (que pode causar câncer). Os primeiros sinais desta infecção são lesões parecidas com verrugas nos tecidos que eles atacam e que se identificados precocemente aumentam as chances de não progredirem para um câncer.
A mucosa oral é um dos tecidos atacados pelas infecções de HPV.
Os órgãos mais comuns de acontecerem estas infecções são o colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca. São 13 tipos de HPV que têm potencial oncogênico, entre os quais, o HPV 16 e 18, que são altamente cancerígenos e correspondem a 70% dos casos de câncer do colo do útero.
Apesar destes números, ao vê-los separados de outros dados, o HPV não leva necessariamente ao aparecimento do câncer. Acredita-se que no mundo quase 300 milhões de mulheres sejam portadoras de HPV genitais (32% destes HPV 16 e/ou 18), enquanto o número de pacientes com câncer do colo do útero no mundo é de 500 mil. Isto mostra que apesar de fundamental no aparecimento do câncer, o HPV não é fator determinante para isso.
Não há um tratamento específico se a pessoa já está contaminada com o vírus e o HPV é um tipo virótico que não cria uma memória na imunidade viral, podendo recontaminar um paciente que também pode ser infectado por uma outra variedade do papilomavírus.
Porém, existem vacinas que protegem antecipadamente a proliferação destes vírus. Uma vacina é diferente de um soro e funciona como método de prevenção. Por isso as campanhas de vacinação contra o HPV do governo são direcionadas para meninas que ainda não começaram a sua vida sexual.
Algumas perguntas e respostas sobre a transmissão do vírus
Como os HPV são transmitidos?
A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto. Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.
Os HPV são facilmente contraídos?
Estudos no mundo comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Essa percentagem pode ser ainda maior em homens. Estima-se que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida  espontaneamente pelo sistema imune, regredindo entre seis meses a dois anos após a exposição, principalmente entre as mulheres mais jovens.
Para haver o contágio com o HPV, a(o) parceira(o) sexual precisa apresentar manifestações da infecção?
Provavelmente a transmissão é facilitada quando as lesões clínicas estão presentes: foi demonstrado que 64% dos parceiros sexuais de indivíduos portadores de condilomas genitais desenvolveram lesões semelhantes. No entanto não é possível afirmar que não há chance de contaminação na ausência de lesões.
Após o contágio com HPV por quanto tempo uma pessoa pode não manifestar a infecção?
Não se sabe por quanto tempo o HPV pode permanecer inaparente e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. As manifestações da infecção podem só ocorrer meses ou até anos depois do contato. Por esse motivo não é possível determinar se o contágio foi recente ou antigo.
Na ocorrência de relação sexual com uma pessoa infectada pelo HPV, como saber se houve contaminação?
O fato de ter mantido relação sexual com uma pessoa infectada pelo HPV não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção, mas não sabemos qual é o risco por não conhecermos a contagiosidade do HPV. Apesar da ansiedade ocasionada pela possibilidade de contaminação, não é indicado procurar diagnosticar a presença do HPV. As pessoas expostas ao vírus devem ficar atentas para o surgimento de alguma lesão, mas não adianta procurar o médico no dia seguinte, pois isto pode levar semanas a meses para ocorrer. As mulheres devem obedecer à periodicidade de realização do exame preventivo (Papanicolaou).

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