quarta-feira, 30 de julho de 2014

FSBIO Indica



Essa semana o blog FSBIO indica o filme - Um olhar no paraíso


Sinopse e detalhes



6 de dezembro de 1973. Norristown, Pensilvania, subúrbio da Filadélfia. Susie Salmon (Saoirse Ronan) está voltando para casa quando é abordada por George Harvey (Stanley Tucci), um vizinho que mora sozinho. George a convence a entrar em um retiro, por ele construído. Lá dentro, Susie é assassinada. Os pais de Susie, Jack (Mark Wahlberg) e Abigail (Rachel Weisz), inicialmente se recusam a acreditar na morte da filha, mas precisam aceitar a situação quando seu gorro é encontrado em meio a um milharal, junto a destroços do retiro que estão repletos de sangue. Em meio às investigações, a polícia conversa com George mas não o coloca entre os suspeitos. Com o tempo Jack e Lindsey (Rose McIver), a irmã de Susie, passam a desconfiar de George. Toda esta situação é observada por Susie, que agora está em um local entre o paraíso e o inferno. Lá ela precisa lidar com o sentimento de vingança que nutre em relação a George e a vontade de ajudar sua família a superar o trauma de sua morte.

Essa semana o blog FSBIO indica o livro - Deuses Americanos

Sinopse - Deuses Americanos - Neil Gaiman

O criador de Sandman reúne os deuses de todas as mitologias para atacar a América. Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e louca que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, sem sacrificar seu peculiar senso de humor e a rica estilo narrativo que ele vem exibindo desde Sandman.

Após a morte de sua esposa em um acidente de carro, Shadow é liberado da prisão antes de cumprir totalmente sua pena. Perdido, acaba por conhecer um homem misterioso, chamado Wednesday, que será muito mais importante na vida de Shadow do que ele imagina. Na verdade, Wednesday é um antigo deus, certa vez conhecido por Odin, o Pai de Todos. Ele está percorrendo os Estados Unidos a fim de reunir seus companheiros esquecidos para uma batalha épica contra as divindades do mundo moderno: internet, televisão, cartões de crédito, telefone, rádio... Shadow aceita ajudar Wednesday, e eles se lançam a uma tempestade psicoespiritual que se torna demasiadamente real em suas manifestações. A esposa morta de Shadow, por exemplo, continua a aparecer, e não apenas como um espectro - a dificuldade de ambos em manter seu relacionamento se torna sombriamente engraçada, assim como o resto do livro.

Armado somente de seus truques com moedas e alguma determinação, Shadow inicia uma viagem fantástica pela superfície visível das coisas - ao seu redor, sob ela -, literalmente descobrindo todos os poderosos mitos que os imigrantes europeus trouxeram com eles quando chegaram àquelas terras, assim como os que já viviam lá. Eles aparecem alí onde menos se esperava, zanzando na beira de estradas, comendo hamburgueres, são agora trapaceiros, prostitutas, sombras. "Esta não é uma boa terra para deuses", diz Shadow.

Mais do que um turista na América, Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro - e, ao mesmo tempo, de dentro para fora - da alma e espiritualidade do país e do povo americano: suas obsessões por dinheiro e poder, sua miscigenada herança religiosa e as conseqüências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é.

Deuses Americanos - Neil Gaiman

Carne bovina é dez vezes mais custosa ao meio ambiente, diz estudo

Criação de gado bovino demanda mais recursos naturais que demais culturas. Estudo foi publicado nesta semana na revista científica 'PNAS'.


Fonte - http://g1.globo.com/natureza/noticia
Da EFE
A carne de gado bovino é o segundo produto na composição do PIB, e a maioria dos municípios paraenses tem a pecuária como principal atividade. (Foto: Cristino Martins/O Liberal)Produção de gado bovino demanda de mais recursos naturais, como terra e água, que outras culturas (Foto: Cristino Martins/O Liberal)







O gado bovino demanda 28 vezes mais terra e 11 vezes mais irrigação que os suínos e as aves, e uma dieta com sua carne é dez vezes mais custosa para o meio ambiente, segundo um estudo publicado esta semana pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a "PNAS".
A equipe observou as cinco fontes principais de proteínas na dieta dos americanos: produtos lácteos, carne bovina, carne de aves, carne de suínos e ovos. O propósito era calcular os custos ambientais por unidade nutritiva, isto é uma caloria ou grama de proteína. A composição do índice encontrou dificuldades dada à complexidade e variações na produção dos alimentos derivados de animais.
Por exemplo, o gado pastoreado na metade ocidental dos Estados Unidos emprega enormes superfícies de terra, mas muito menos água de irrigação que em outras regiões, enquanto o gado em currais e alimentado com ração consome principalmente milho, que requer menos terra, mas muito mais água e adubos nitrogenados.
A informação que os pesquisadores usaram como base para seu estudo proveio, majoritariamente, dos bancos de dados do Departamento de Agricultura.
Os insumos agropecuários levados em consideração incluíram o uso da terra, da água de irrigação, das emissões dos gases que contribuem ao aquecimento atmosférico, e do uso de adubos nitrogenados.
Carne 'cara'
Os cálculos mostraram que o alimento humano de origem animal com o custo ambiental mais elevado é a carne bovina: dez vezes mais alto que todos os outros produtos alimentícios de origem animal, inclusive carne suína e de aves. "O gado requer, na média, 28 vezes mais terra e 11 vezes mais água de irrigação, emite cinco vezes mais gases e consome seis vezes mais nitrogênio que a produção de ovos ou carne de aves", indica o estudo.
Por seu lado, a produção de carne suína ou de aves, os ovos e os lácteos mostraram custos ambientais similares. Os autores se mostraram surpreendidos pelo custo ambiental da produção de lácteos, considerada em geral menos onerosa para o ambiente.
Se for levado em conta o preço de irrigação e os adubos que se aplicam na produção da ração que alimenta o gado bovino para ordenha assim como a ineficiência relativa das vacas comparadas com outros bovinos, o custo ambiental dos lácteos sobe substancialmente.
A pesquisa foi conduzida por Ron Milo do Instituto Weizmann de Ciência, em Rehovot (Israel), com a colaboração de pesquisadores do Centro Canadense de Pesquisa de Energias Alternativas, do Conselho Europeu de Pesquisa, e Charles Rotschild e Selmo Nissenbaum, do Brasil.

Curiosidades da Biologia

Mordida extrema

A nossa mandíbula tem força suficiente para que em uma mordida nós quebrássemos todos os dentes. Isto só não acontece porque quem aciona o fechamento da boca é o cérebro que limita esta força para que a mordida não seja extremamente forte. 

Somos mais bactéria do que humanos

O corpo humano é a casa de 10 vezes mais bactérias do que células. São 10 trilhões de células humanas contra 100 trilhões de células bacterianas que vivem diariamente com a gente. Ou seja, somos muito mais bactérias do que propriamente humanos. 

A verdadeira arma de guerra: os mosquitos

Mosquitos já mataram mais humanos do que todas as guerras da história humana. Os mosquitos são os maiores hospedeiros de microrganismos que contamina os humanos. Por exemplo, estima-se que já foram de 2 a 3 milhões de pessoas mortas por causa da malária, além de 200 mil novos casos de contaminação pela doença a cada ano no mundo! 

Baratas resistentes

As baratas podem viver por várias semanas mesmo sem suas cabeças. Como elas respiram através de poros no corpo e também não tem pressão sanguínea (no caso delas, a hemolinfa), elas sobrevivem enquanto tiverem a reserva de energia. Como elas são animais que gastam pouca energia para as reações metabólicas, ficar sem comer por vários e vários dias não é problema.

Para sempre com a mamãe

Algumas de suas células e material genético ficam para o resto da vida em sua mãe. Isto acontece porque durante a gestação algumas delas acabam passando a barreira semipermeável da placenta (que é um anexo embrionário misto, parte do bebê e parte da mãe). Pesquisadores identificaram material genético de filhos em suas mães mesmo depois de 50 anos da gravidez. E não foram apenas algumas células, mas centenas delas! 

Caçada dos botos rosa da Amazônia - VERGONHOSO!!!!

Na semana passada, o programa Fantástico, da TV Globo, mostrou uma reportagem que chocou o Brasil. Muitos botos rosa, da espécie Inia geoffrensis, estão sendo caçados para serem usados como isca na pesca de um pequeno peixe, o piracatinga, vendido nas peixarias como "douradinha".
A piracatinga é um peixe que se alimenta de animais mortos dos rios. Eles são como os urubus, só que dentro da água na Amazônia. A pesca destes peixes é feita usando pedaços de animais mortos cuja gordura atrai a piracatinga aos milhares. A piracatinga não é um peixe protegido, por isso, quando começa a época de defeso, parte do ano em que os pescadores não podem pescar outros peixes amazônicos por causa da reprodução, são estes peixes que viram o alvo dos trabalhadores dos rios da Amazônia.
A piracatinga poderia ser pescada usando qualquer tipo de animal. O porco, por exemplo, serviria muito bem como isca. Mas os pescadores encontraram no boto rosa uma isca de graça. Um boto adulto pode chegar a mais de 200kg e 2 metros comprimento. As fêmeas grávidas são fáceis de capturar, o que torna o uso do boto como isca ainda pior para a conservação deste mamífero aquático.
Grupos de pesquisadores dos botos amazônicos começaram a perceber uma queda acelerada na população destes golfinhos exclusivamente de água doce. A investigação começou entre as populações que vivem na beira dos rios. Foi quando um integrante da Associação Amigos do Peixe-Boi (AMPA) conseguiu acesso aos pescadores que vão atrás dos botos para fazê-los de isca. No vídeo abaixo você confere como eles caçam estes mamíferos e como funciona a pesca da piracatinga.
A carne da piracatinga não é muito consumida no Brasil. Porém, toneladas do peixe são exportadas para a Colômbia, onde é processada e vendida para o Japão também. Os frigoríficos brasileiros sabem que a pesca deste peixe é feita utilizando os botos, o que configura um crime ambiental grave. Além disso, a pesquisadora Haydeé Cunha, da UFRJ, identificou amostras de DNA da espécie I. geoffrensis no conteúdo do estômago das piracatingas de frigoríficos brasileiros.
Todos estas provas foram suficientes para o Ministério Público entrar como uma ação para parar a matança do mamífero. O Ministério da Pesca e também o Ministério do Meio Ambiente publicaram juntamente uma portaria para que a partir do ano que vem, a pesca da piracatinga seja controlada.



domingo, 27 de julho de 2014

Biólogo nomeia novas espécies de vespa inspirado em 'Game of Thrones'

, fonte G1/Globo, data 26 Jul 23:37 (11 horas atrás) editar remover


Quando o pesquisador Diego Nunes Barbosa, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), descobriu sete novas espécies de vespa, resolveu buscar inspiração na série "Game of Thrones" para nomeá-las. Os insetos descobertos receberam nomes em homenagem às casas que lutam pelo poder na saga americana: Arryn, Baratheon, Lannister, Martell, Targaryen, Tully e Stark.

"Gosto muito da série, já li todos os livros. Além disso, o número de espécies descritas no mundo já está muito grande, e os nomes não podem ser iguais. A gente tem que usar a criatividade para dar nomes novos", conta Barbosa. Ele publicou o artigo que descreve a descoberta das novas espécies em junho na revista "Zoologia", da Sociedade Brasileira de Zoologia, junto com seu orientador, Celso Azevedo.

Adaptados ao latim, como exigem as normas do Código Internacional de Nomenclatura Zoológica, os nomes das novas espécies ficaram: Laelius arryni, L. baratheoni, L. lannisteri, L. martelli, L. targaryeni, L. tullyi e L. starki.

As novas espécies são do gênero Laelius, que ocorre no mundo inteiro, mas principalmente na América do Sul e no México. Barbosa estudou exemplares desse gênero pertencentes a coleções do Brasil e de outros países. A análise das características externas dos insetos permitiu distinguir as sete novas espécies.

Ele conta que o Departamento de Ciências Biológicas da Ufes tornou-se uma referência internacional no estudo de vespas da família Bethylidae, da qual o gênero Laelius faz parte. Por isso, coleções de insetos de vários países enviam exemplares para serem estudados por pesquisadores do centro.



Vespas parasitoides

O grupo de vespas descobertas costuma viver entre as camadas de folhas mortas das florestas e troncos podres de árvore, onde elas buscam os hospedeiros. Elas são parasitoides, pois dependem de um hospedeiro onde possam botar ovos.

Segundo Barbosa, as fêmeas buscam ovos ou larvas de micro-besouros ou borboletas, dentro dos quais elas inserem seus próprios ovos. Quando o ovo eclode, a larva da vespa come o hospedeiro todo por dentro, desenvolve-se até a fase adulta e sai voando.

"O Brasil tem uma proporção continental e o número de novas espécies é muito grande. Divulgar esse trabalho é interessante para outros pesquisadores se interessarem por essa área. Existem muitos esforços, mas poucas pessoas nessa área", diz o pesquisador.