quarta-feira, 4 de junho de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Comportamento sexual no mundo animal
Nós podemos pensar que os seres humanos são uma espécie complicada. O sexo, então, nem se fala... É uma coisa difícil de definir, mas também com seus clichês e comportamentos levados adiante por causa das condições biológicas da espécie. Já pensou como seria se os humanos tivessem os mesmos rituais de acasalamento que os outros animais. Abaixo você pode ver alguns exemplos...
Hienas
Entre as hienas quem manda são as fêmeas. Elas são muito maiores que os machos e mais agressivas também. Na hierarquia dos grupos, mesmo as hienas fêmeas mais inferiores ficam acima dos machos. Os machos sentem muito medo das fêmeas, até mesmo de filhotes. As hienas têm um pseudopênis que pode ficar ereto e é muito maior do que o pênis verdadeiro dos machos. O pseudopênis das fêmeas serve para dificultar a cópula.

Aves-do-paraíso
Entre as aves, quando há dimorfismo, o macho tem penas exuberantes e coloridas. Trajados com belos figurinos, as aves-do-paraíso (Tribo Paradisaeini) fazem da floresta a sua pista de dança. Mesmo sem as fêmeas por perto ele está nas árvores, praticando os passos. Quando uma fêmea se aproxima é hora do show. Ele deve apresentar sua melhor dança e suas penas devem impressionar a fêmea que escolherá o melhor entre os machos. Assim, a cada nova geração machos com penas mais vistosas e melhores dançarinos serão selecionados. Jovens observam os adultos para aprender os passos para se conquistar uma fêmea.

Bonobos
Os bonobos são um dos primatas mais próximos da espécie humana, assim como os chimpanzés. Porém, os grupos sociais destes parentes são bem diferentes da nossa. Entre os bonobos, as fêmeas (menores e mais fracas) dominam os machos através da coesão nas decisões entre elas e o sexo. Na sociedade de bonobos tudo é uma desculpa para o sexo, principalmente quando o clima fica tenso. Mesmo entre indivíduos do mesmo sexo, uma rapidinha é a escolha para acabar com qualquer conflito. Os bonobos não tem tabu e entre chimpanzés e humanos são os que formam os grupos mais pacíficos e com laços fortes entre seus companheiros. Literalmente eles "fazem amor e não a guerra".
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Metellina segmentata
Aranhas macho arriscam sua vida para se reproduzir. Para as aranhas Metellina segmentata não é diferente. Eles sorrateiramente chegam às teias da fêmea e amarram elas com sua seda. O macho deve ser rápido porque não é muito difícil para a fêmea sair das amarras. Logo depois da cópula ela se desamarra e é melhor o macho estar bem longe dali nesta hora.

Formigas
Somente as rainhas geram os indivíduos de um ninho. Elas se reproduzem com apenas alguns machos que depositam seus espermatozoides no início de sua vida. Um órgão especial no aparelho genital das fêmeas guarda este espermatozoide que vão sendo fertilizados ao longo da vida dela. Estes ovos fertilizados darão origem apenas a operárias e soldadas fêmeas. Como o controle da liberação dos espermatozoides pode ser controlada, a fêmea escolhe alguns óvulos que não serão fertilizados para ter filhos machos. Portanto, os machos em um formigueiro nunca terão um pai.

Sépias
Quando chega a época de reprodução, os machos de sépia mais fortes saem a procura de um bom lugar em rochas para que fêmeas botem os ovos. As fêmeas são bem menores e saem a procura dos machos e seus abrigos para saber quem são os melhores e mais fortes. Quando ela escolhe um, o macho segura a fêmea no seu abrigo para que ela não transe com outro. Porém, a fêmea também procura por machos inteligentes e eles existem! Por serem menores, estes machos acabam se parecendo com fêmeas. Eles seduzem o macho forte dono do abrigo e em certo momento se revelam como machos mudando sua cor. A fêmea gosta disso e também se reproduz com o macho esperto e assim aumentam as chances dela possuir filhotes que sejam fortes e também espertos numa condição de sobrevivência.

HPV - Fiquem de olho nesse vírus
Também conhecido como o vírus do papiloma humano, os HPV são vírus que atacam os tecidos de mucosas e pele das pessoas. Existem mais de 100 tipos de HPV, deste total 40 infectam os órgãos sexuais.

Representação da capa proteica que envolve o vírus do papiloma humano (HPV)
Geralmente a infecção pelo HPV é transitória. Acontece uma infecção que depois regride espontaneamente. A maioria das infecções por HPV é assintomática ou inaparente e de caráter transitório, ou seja, regride espontaneamente. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas. Quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não está presente, mas apenas que não está produzindo doença.
Nos casos em que a infecção é persistente, a pessoa possivelmente se contaminou com um vírus potencialmente oncogênico (que pode causar câncer). Os primeiros sinais desta infecção são lesões parecidas com verrugas nos tecidos que eles atacam e que se identificados precocemente aumentam as chances de não progredirem para um câncer.

A mucosa oral é um dos tecidos atacados pelas infecções de HPV.
Os órgãos mais comuns de acontecerem estas infecções são o colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca. São 13 tipos de HPV que têm potencial oncogênico, entre os quais, o HPV 16 e 18, que são altamente cancerígenos e correspondem a 70% dos casos de câncer do colo do útero.
Apesar destes números, ao vê-los separados de outros dados, o HPV não leva necessariamente ao aparecimento do câncer. Acredita-se que no mundo quase 300 milhões de mulheres sejam portadoras de HPV genitais (32% destes HPV 16 e/ou 18), enquanto o número de pacientes com câncer do colo do útero no mundo é de 500 mil. Isto mostra que apesar de fundamental no aparecimento do câncer, o HPV não é fator determinante para isso.
Não há um tratamento específico se a pessoa já está contaminada com o vírus e o HPV é um tipo virótico que não cria uma memória na imunidade viral, podendo recontaminar um paciente que também pode ser infectado por uma outra variedade do papilomavírus.
Porém, existem vacinas que protegem antecipadamente a proliferação destes vírus. Uma vacina é diferente de um soro e funciona como método de prevenção. Por isso as campanhas de vacinação contra o HPV do governo são direcionadas para meninas que ainda não começaram a sua vida sexual.
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Algumas perguntas e respostas sobre a transmissão do vírus
Como os HPV são transmitidos?
A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto. Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.
Os HPV são facilmente contraídos?
Estudos no mundo comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Essa percentagem pode ser ainda maior em homens. Estima-se que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, regredindo entre seis meses a dois anos após a exposição, principalmente entre as mulheres mais jovens.
Para haver o contágio com o HPV, a(o) parceira(o) sexual precisa apresentar manifestações da infecção?
Provavelmente a transmissão é facilitada quando as lesões clínicas estão presentes: foi demonstrado que 64% dos parceiros sexuais de indivíduos portadores de condilomas genitais desenvolveram lesões semelhantes. No entanto não é possível afirmar que não há chance de contaminação na ausência de lesões.
Após o contágio com HPV por quanto tempo uma pessoa pode não manifestar a infecção?
Não se sabe por quanto tempo o HPV pode permanecer inaparente e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. As manifestações da infecção podem só ocorrer meses ou até anos depois do contato. Por esse motivo não é possível determinar se o contágio foi recente ou antigo.
Na ocorrência de relação sexual com uma pessoa infectada pelo HPV, como saber se houve contaminação?
O fato de ter mantido relação sexual com uma pessoa infectada pelo HPV não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção, mas não sabemos qual é o risco por não conhecermos a contagiosidade do HPV. Apesar da ansiedade ocasionada pela possibilidade de contaminação, não é indicado procurar diagnosticar a presença do HPV. As pessoas expostas ao vírus devem ficar atentas para o surgimento de alguma lesão, mas não adianta procurar o médico no dia seguinte, pois isto pode levar semanas a meses para ocorrer. As mulheres devem obedecer à periodicidade de realização do exame preventivo (Papanicolaou).
quarta-feira, 14 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
Gol a favor da natureza!!!
O técnico Felipão já convocou a seleção que vai disputar a Copa do Mundo no Brasil. Estamos cada vez mais próximos deste grande evento mundial. Mas como a Copa do Mundo da FIFA pode contribuir para a conservação do meio ambiente em nosso país?
Um grupo de cientistas de Universidades do Nordeste brasileiro, junto com pesquisadores de outros países, têm a resposta!
Nos últimos anos, e especialmente nesta Copa de 2014, a FIFA pretende tornar o seu evento maior em uma plataforma para a conservação ambiental. Em suas diretrizes está a construção de estádios ecologicamente corretos e também da neutralização das emissões de carbono e lixo.
Desde 1966, a maior competição do futebol mundial utiliza-se de um mascote que é o embaixador do país que recebe as outras seleções. Neste ano, o escolhido foi o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), chamado de Fuleco, a mistura de Futebol e Ecologia. Porém, nada foi concretamente feito em respeito a este animal, que corre risco de extinção.
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T. tricinctus é um tatu que não faz tocas e para se proteger do perigo se enrola, como uma bola, para se defender. Ele habita exclusivamente região da Caatinga. Este bioma brasileiro é o ambiente que tem menos áreas de proteção.

A FIFA é uma entidade milionária e a Copa do Mundo é um evento que pode trazer um retorno financeiro muito grande para o país-sede. Muito dinheiro vai rolar para acontecer esta Copa do Mundo e utilizando apenas uma pequena parte dele, poderiam ser investidos em diversos planos na preservação ambiental.
Inclusive, em 2011, o Governo Federal lançou o projeto "Parques da Copa", para criar parques de conservação por todo o país. Infelizmente, em 2013, o número de parques proposto no lançamento do projeto foi diminuido e até o momento apenas 2% do valor total de investimento (275 milhões de dólares) foi liberado. Outro fato ruim é que a Caatinga, habitat do mascote da Copa do Mundo, não foi muito contemplada nestes planos.
Então o grupo de pesquisadores propôs a seguinte ação: criar áreas de proteção ambiental de 1.000 hectares para cada gol marcado durante a competição. A média de gols nas últimas competições foi de 171, o que resultaria em uma área de proteção com 171.000 hectares que seriam muito importantes para a conservação do T. tricinctus.
Uma ideia genial, mas que precisa do apoio tanto do governo brasileiro como da entidade máxima do futebol. Este seria o maior gol da competição, é o que dizem os pesquisadores.

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