A notícia chocou os fãs das artes marciais. O grande lutador brasileiro, Anderson Silva, na sua volta às lutas acabou sendo flagrado no exame antidoping. O teste acusou o uso de esteroides anabolizantes. Anderson admite que houve algum erro no teste e que nunca faria uso de substâncias que lhe garantissem um melhor desempenho. Agora ele espera que seja o feito da contraprova, uma outra amostra do lutador está no laboratório que faz os testes para a categoria nos Estados Unidos.

A urina de Anderson Silva acusou a presença de drostanolona e androsterona. As duas substâncias são metabólitos secundários de tratamentos com os chamados esteroides androgênicos anabólicos. São substâncias que simulam os efeitos da testosterona.
Nos esportes, o uso de anabolizantes foi utilizado pela primeira vez para melhorar o desempenho em competições de levantamento de peso. Com a Guerra Fria, as superpotências mundiais disputavam nos esportes a hegemonia e o uso de esteroides se generalizou por diversos esportes. Somente na década de 80 que as autoridades desportivas começaram a punir atletas que se utilizavam da dopagem através destas substâncias.
Esta classe de substâncias estão diretamente relacionadas à puberdade em indivíduos do sexo masculino. Porém, são produzidas durante toda a vida e também em pequenas quantidades em mulheres.

Estes esteroides têm um efeito direto em regiões do DNA para síntese de proteínas que formam os músculos (miogênese). Outro efeito está na formação das características masculinas no organismo. E ainda atua como pró-hormônio, funcionando como precursor de estrogênio, envolvido diretamente no desenvolvimento ósseo. Como sabemos, a testosterona é produzida naturalmente pelo corpo, nos órgãos sexuais (testículos e ovários).
A natureza química das moléculas de esteroide (lipídeo) fazem com que elas passem facilmente pela membrana plasmática e também pela carioteca chegando diretamente no seu alvo que é o DNA. Por isso a ação destas substâncias tem um efeito rápido quando administradas aos pacientes, dependendo é claro do tipo de esteroide usado.
A descoberta dos efeitos dos esteroides androgênicos tem uma história anedótica. Dizem que o médico Charles-Édouard Brown-Séquard soube de um amigo que havia testado em si mesmo o extrato de testículos. Este colega aplicou o extrato no dedo e observou o aumento da força muscular do membro.
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Atualmente, utilizam-se de esteroides anabolizantes tratamentos médicos regulares, principalmente entre pacientes com anorexia e idosos para a recuperação da massa muscular perdida em excesso. Diferente do uso para desempenho atlético, estas dosagens são muito menores e cujos efeitos colaterais também diminuem.
Existem muitos mitos sobre estes efeitos colaterais. O principal dele é de que o pênis diminui. Não é bem o pênis que diminui, mas o uso contínuo e exagerado pode levar a uma atrofia dos testículos. Outra lenda é sobre a agressividade de quem toma este tipo de medicamento. Testes mostraram que não existe nenhuma relação entre as duas coisas.

O maior problema do uso de anabolizantes é entre os jovens que querem ficar “bombadões”. Sem nenhum acompanhamento sério e especializado, eles tomam doses exageradas e muitas vezes são enganados por quem vende as substâncias. Nem sempre o que se oferece nos vestiários de academias são esteroides anabolizantes seguros para o uso humano e que podem causar sérios problemas de saúde, podendo até levar esta pessoa à morte.
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