quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O rock nunca vai acabar!!!!! LYNYRD SKYNYRD - TOP DEMAIS


Primeiras formas de vida não precisavam de oxigênio




Há uma teoria de longa data que diz que oceanos ricos em oxigênio eram um requisito fundamental para a vida complexa surgir na Terra. Mas um novo estudo envolvendo esponjas do mar perturba essa noção, mostrando que animais primitivos podem ter sido capazes de sobreviver quase sem oxigênio.

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Os primeiros micróbios apareceram na Terra cerca de 3,6 bilhões de anos atrás, mas levou um tempo excepcionalmente longo para a vida multicelular complexa surgir - mais três bilhões de anos. Talvez não por coincidência, este também passou a ser o momento em que os níveis de oxigênio na atmosfera subiram para apresentar concentrações na casa dos 20%. Muitos cientistas, então, concluíram que os animais precisavam de níveis mais elevados para sobreviver, prosperar e evoluir.

Mas um novo estudo realizado por Daniel Mills, da Universidade do Sul da Dinamarca, em Odense, sugere que este pode não ser o caso. Ao estudarmodernas esponjas do mar, Mills ameaçou esta hipótese, ao mesmo tempo reforçando outra. 

Esponjas do mar estão entre os animais mais antigos do planeta. Elas são multicelulares e crescem a partir de um embrião. Elas também tem estruturas fisiológicas complexas, incluindo uma rede de canais que ajudam a tirar comida e água através de seus corpos. E com base na evidência paleontológica, esponjas do mar são modernas não muito distantes de seus irmãos antigos. 

Para o estudo, Mills capturou esponjas (Halichondria panicea) a partir de um fiorde oxigenado na Dinamarca. Então, depois de colocá-los em um aquário, sua equiperemoveu lentamente o oxigênio. Notavelmente, as esponjas foram capazes de sobreviver mesmo com 200 vezes menos oxigênio do que é encontrado atualmente em nossa atmosfera. Estas esponjas viviam em apenas 0,5% do oxigênio disponível hoje. Então, como o oxigênio compõe cerca de 20% da nossa atmosfera, o estudo revelou que esponjas antigas precisavam de concentrações de oxigênio de apenas 0,1%. 

Isso levou os pesquisadores a concluir que os animais primitivos provavelmente não requeriam muito oxigênio. Consequentemente, os níveis de O2 podem não ter sido o fator limitante que atrasou o surgimento da vida animal.

Então, se não foi o oxigênio em si que estagnou a evolução da vida complexa, o que foi? 

Surpreendentemente, essa nova teoria reforça a ideia de que as esponjas do mar podem ter desempenhado um papel crucial no que viria a seguir. Os primeiros oceanos podem ter sido pobres em oxigênio porque eles estavam cheios de matéria microbiana morta, que suga o oxigênio conforme se decompõe. Mas esponjas, que se alimentam de matéria morta, podem ter limpado a água do mesmo, permitindo que os níveis de O2 subissem.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pele - Maior órgão do corpo humano!!!!


Procurando vida fora da Terra

Procurando vida fora da Terra
Atualidades, Evolução

A busca por vida no espaço é um grande desafio. São vários candidatos, não muitos, pois a maioria dos planetas são constituídos apenas por gás. Não sabemos ao certo se devemos procurar um local parecido com nosso planeta Terra ou a vida pode se dar em condições diferentes... Claro, escolher a primeira opção é mais seguro. Então anote as cinco coisas que um planeta deve ter para ser gêmeo da Terra.
1) Tamanho, massa e superfície solida...
Apenas um planeta rochoso se encaixa como candidato a gêmeo terrestre.  É o planeta Kepler 78b que foi descoberto no ano passado. Ele tem quase a mesma medida de raio e massa que o nosso planeta, mas outros registros como período de translação e temperatura da superfície são muito diferentes!
2) Perto de uma estrela como o sol, mas não tão perto...
O sol é uma estrela vermelha, um tipo ameno de estrela (sua temperatura não é tão alta como outras). Um planeta precisa receber o calor de uma estrela como o nosso sol, mas não pode ser "frito" por ele. Vários planetas que a sonda Kepler identificou ficam nesta margem de distância. Porém, para observar um novo planeta perto de uma estrela deste tipo pode demorar alguns anos.
3) Água na forma líquida...
É muito fácil observar que existe água na atmosfera em alguns planetas descobertos recentemente. Porém, para confirmar se existe mesmo condição para a vida é preciso que haja água na superfície do planeta. Isto já é mais difícil. Para mapear a superfície de um planeta é preciso um telescópio espacial com dimensões imensas.
4) Assinaturas biológicas...
A vida afeta como a química de um planeta funciona. Sabemos disso ao rever a história evolutiva da Terra.  Existem telescópios que identificam padrões químicos através do espectro de luz refletido por cada planeta. O problema é que não há um padrão comum a ser buscado. Cada planeta é um novo caso para os pesquisadores.
5) Vida inteligente...
Se existe vida inteligente no espaço, eles devem se comunicar. E para se comunicar no espaço, nada melhor do que usar laser infravermelho. Por isso existe aqui em nosso planeta um grupo de pesquisa (SETI) que tenta interceptar estas transmissões usando grandes antenas direcionadas para vários cantos do Universo. O SETI é um conjunto de grandes antenas que buscam estes sinais, foi um dos grandes projetos que o astrobiólogo Carl Sagan esteve envolvido.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Leão Marinho a milanesa !!!!!!

Para a sua proteção contra o sol, os Leões marinhos envolvem seu corpo com areia e ficam parecendo um croquete !!!!! A natureza é perfeita, nos adaptamos a mudanças em busca de nossa sobrevivência!!!! Obrigado Darwin por esse maravilhoso ensinamento..

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Os 10 maiores parasitas da natureza

Só a palavra “parasita” já causa arrepios a muita gente, e aquela imagem de lombrigas enormes das aulas de biologia nos vêm à memória. Mas se você acha que lombrigas são os piores parasitas do mundo, você está enganado.
Esses bichos são muito espertos – o que define a “parasitose” é que eles se aproveitam de outros organismos para sobreviver. E eles não têm piedade do seu hospedeiro. Prepare seu coração, seu estômago e conheça 10 bichinhos realmente nojentos e diabólicos:
10. Câncer canino transmitido sexualmente
Cachorros possuem uma forma de câncer que é sexualmente transmitida. Você pode até pensar “mas câncer não é parasita”. Originalmente, esse câncer era apenas um tumor. Mas agora é transmitido sexualmente, através de mordidas ou de lambidas e essas células infectadas vivem como parasitas no corpo do canino, drenando sua energia para crescer. Normalmente, desaparecem depois de nove meses de infecção, mas isso dá tempo suficiente para o cachorro passar a doença para algum amigo, se nenhum cuidado for tomado.
9. Trichomonas gallinae
O Tiranossauro Rex mais bem preservado do mundo, conhecido como Sue, está exposto atualmente no Museu Field, de Chicago. Há suspeitas que Sue tenha sido morta por protozoários que atacam aves até hoje, oTrichomonas gallinae. Pela foto de Sue você pode ver que há cicatrizes no crânio dela – antes achava-se que elas eram provenientes de alguma batalha que ela travou com outro tiranossauro, mas agora cientistas acreditam que pode ter sido obra de um protozoário que atacou a boca e a garganta do bichão. Em aves de rapina hoje o protozoário causa várias lesões no bico e na garganta e faz com que eles morram de fome. Como as feridas são similares à de Sue, o mesmo pode ter acontecido com o T-Rex.
8. Hymenoepimecis argyraphaga
Apesar dos parasitas infestarem seus hospedeiros e tornarem a vida deles bem difícil, eles não o matam, normalmente. Não é o caso dos parasitóides que destroem e depois consomem o seu hospedeiro. OHymenoepimecis argyraphaga é uma vespa parasitóide tão terrível que o Alien dos cinemas foi inspirado nelas. Você lembra que os filhotes de alien parasitavam o corpo dos humanos para se formarem e depois saiam de suas barrigas explodindo o coitado do ator coadjuvante? Basicamente é isso que acontece com a aranhaPlesiometa argyra. Ovos de vespa são colocados dentro dela e, de alguma forma, eles controlam a mente da aranha, que constrói teias especialmente preparadas para receber as larvas depois e mantê-las seguras. Então, quando estão prontas, as larvas devoram a aranha de dentro para fora, saindo do corpo da hospedeira e se aproveitando da casa que ela construiu.
7. Wolbachia
Essa bactéria infesta 70% dos invertebrados do mundo e desenvolveu estratégias incríveis para continuar se espalhando. Em fêmeas, eles aproveitam a “carona” e invadem os filhotes que a hospedeira irá gestar eventualmente. Como os machos são “inúteis” ela mata os filhotes machos ou então os transforma em fêmeas, para que a taxa de machos seja menor. Em moscas da fruta, acredite se quiser, a bactéria consegue transmitir seus genomas inteiros em algumas de suas células.
6. Niphanda fusca
A Niphanda fusca é uma borboleta que, assim como os chupins, coloca seus ovos no ninho de outra espécie e se manda. Normalmente, os ovos são postos no ninho de formigas Camponotus japonicus. Quando as larvas nascem, elas exalam um químico que convence as formigas de que elas são formigas também e fazem com que as pobres “mães” alimentem as larvas de borboleta com os próprios ovos de formigas do formigueiro.
5. Loa loa
Loa loa é um verme que vive nas florestas e nos pântanos da parte oeste da África. Ela infecta humanos através de vetores, pequenos mosquitos e moscas que, quando mordem uma pessoa, deixam os vermes lá. A “minhoquinha” simpática então vive sob a pele do seu hospedeiro, se alimentando de fluidos do corpo, quando ainda é dia (e a pessoa tem mais chances de ser mordida por um novo inseto que irá transmitir o parasita para outra vítima). De noite, ela vai para os pulmões do infeliz hospedeiro e, eventualmente, vão morar nos olhos da pessoa.
4. Sacculina carcini
As fêmeas dessa espécie de craca invadem caranguejos e criam uma espécie de raiz que se espalha pelo corpo de sua vítima, se alimentando de nutrientes dissolvidos no corpo do bicho. O parasita também se aloja na parte de baixo do caranguejo, onde podem estar eventuais crias que podem ser infectadas também. As fêmeas acabam nutrindo essas cracas como se fossem seus próprios ovos. Já os machos infectados acabam modificando seus corpos para ficarem mais largos, como as fêmeas e passam a “gestar” as cracas como uma fêmea faria.
3. Ophiocordyceps unilateralis
Esse parasita transforma formigas em verdadeiros zumbis. Pode parecer bizarro, mas é realmente assustador: o fungo infecta uma formiga, mata o coitado do inseto e um longo esporo cresce da cabeça da formiga. Normalmente o fungo faz com que a formiga morta se prenda a uma folha onde, através do organismo dela, ele pode arranjar nutrientes, e seu esporo pode infectar mais vítimas.
2. Cymothoa exigua
Um dos mais bizarros parasitas dessa lista é esse crustáceo, que, literalmente, se aloja no corpo de um peixe hospedeiro e substitui a sua língua. Ele entra pelas guelras do peixe e se prende na base da língua do coitado. Lá, ele toma todo o sangue que vai para o órgão. Isso faz com que a língua se atrofie e caia. Quando isso acontece, o parasita toma o lugar do órgão e se torna a língua do peixe.
1. Toxoplasma gondi
Talvez você conheça esse das aulas de ciência – o toxoplasma é um protozoário que até parece saído de algum filme barato de ficção científica, mas é muito real. Seu hospedeiro primário é o rato. Para fazer com que o rato se torne uma presa mais fácil, ele controla a mente do roedor, fazendo com que ele fique atraído por xixi de gato, tudo isso para ir parar dentro de um hospedeiro maior. E você sabia que esse bichinho infecta 50% da população mundial e que pode influenciar até mesmo o resultado das Copas do Mundo? Nos humanos ele pode causar neuroticismo.

Mutualismo - Vespas e Vírus

Estudo revela ação de vespas parasitoides em lagartas de borboleta

Partículas se rompem e os polidnavírus infectam células do sistema imunológico das lagartas. Tipo de vírus não carrega o material genético para sua replicação.

Pesquisadores franceses e suíços descreveram os segredos de uma cooperação muito curiosa: um vírus e uma vespa parasitoide que há milhões de anos convivem juntos para garantir sua mútua conservação. O estudo foi publicado há duas semanas na revista "Science".
A vespa costuma parasitar lagartas de borboleta, depositando seus ovos dentro delas. Quandoeclodem, pequenas larvas começam a se alimentar dos tecidos internos do hospedeiro Se o sistema imunológico da lagarta identifica a presença dos ovos, tenta envolvê-los em uma cápsula para impedir seu desenvolvimento.
Aqui começa a associação entre a vespa e o vírus. Com os ovos, o inseto também injeta na lagarta um líquido rico em partículas virais - envelopes carregados de vírus, conhecidos como polidnavírus. As partículas se rompem e os polidnavírusinfectam as células do sistema imunológico da lagarta, que não reconhece mais o parasita como um intruso.
Os polidnavírus foram identificados em 1967, mas sempre constituíram um mistério para a ciência. Ao contrário dos vírus convencionais, eles não carregam o material genético necessário para sua replicação dentro das células da lagarta. Sua única ação é afetar o sistema imunológico para garantir o ciclo vital da vespa parasitoide.
Agora, os cientistas identificaram onde estão os genes de replicação do vírus: dentro do DNA da vespa. Há cerca de 100 milhões de anos, o material genético de um nudivírus - gênero de vírus identificado recentemente - foi integrado ao genoma do inseto.
Tais genes são expressos apenas nos ovários das vespas. Eles produzem as cápsulas virais que funcionam como um cavalo de Troia: levam para dentro das células da lagarta o DNA desenvolvido pela vespa para reprogramar o sistema imunológico do seu hospedeiro.
Mistério
O coautor da pesquisa, Jean-Michel Drezen, da Universidade François Rabelais, em Tours (França), afirma que ainda é um mistério como o genoma viral foi incorporado ao DNA da vespa. Mas arrisca duas hipóteses: "Um vírus que, originalmente, causa infecções crônicas nas gônadas pode ter infectado os gametas e, ocasionalmente, se integrado ao DNA da célula", explica Drezen. "Pode ser que o nudivírus ancestral capturado pelo genoma da vespa seja transmissível sexualmente."
A outra hipótese é que o nudivírus ancestral apresente um comportamento semelhante ao de certos vírus bacteriófagos.
"Eles apresentam duas fases no seu ciclo vital: a fase lítica e a fase lisogênica", aponta o pesquisador. Na fase lisogênica, o DNA viral é integrado ao material genético da célula infectada e é duplicado durante as divisões celulares. Apenas na fase lítica são produzidas cápsulas virais e a célula morre. "Pode ser que um vírus na fase lisogênica tenha sido integrado ao genoma da vespa", afirma Drezen. Já foram identificados nudivírus que passam pelas duas fases.
"É realmente impressionante a complexidade e a perfeição das relações entre o polidnavírus e a vespa parasitoide", afirma o pesquisador emérito da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Nivar Gobbi, que estudou durante muitos anos as relações entre os dois organismos.
A pesquisa desperta também a polêmica questão da definição de um vírus. Para o estudioso Donald Stoltz, da Universidade Dalthosie, no Canadá, é "um problema semântico". "Seja lá como decidamos chamar essas entidades (os polidnavírus), o artigo mostrou que eles descendem de vírus reais", argumenta Stolz, em um comentário que acompanha o estudo publicado na Science.
Aplicação
Adilson Zacaro, da Universidade Federal de Viçosa (MG), também estuda vespas parasitoides. Ele recorda a importância de estudos como esse. "É pesquisa básica", afirma. "Mas poderá ter aplicações em ramos como a terapia gênica". No último parágrafo do artigo, os cientistas fazem referência a essa esperança. Recentemente, o Brasil produziu células-tronco pluripotentes induzidas com o auxílio de vetores virais. "O maior desafio é obter vetores seguros, ou seja, que não promovam uma infecção", explica Zacaro.